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Templários no Mundo

  1. – A SMOTH-PIT conta com Encomendas em distintos países americanos, tais como México, Venezuela, Peru, Chile, Paraguay, Argentina, Brasil, Estados Unidos; europeus como França, Itália, e Rússia; e africano, como no caso de Burundi.

Em maio desse ano, ao Prior, Fr. +José Miguel Nicolau i González, lhe é concedida a Grã Cruz por parte do Grão Mestre Fr. +Fernando Pinto de Sousa Fontes.

Em dezembro desse mesmo ano, no Capítulo do Conselho Prioral, em Madrid, se decide a desvinculação total de toda filiação neotemplaria. O Prior é nomeado Grão Prior por seu Conselho Prioral,  passando a SMOTH-PIT a  ser Grande Priorado Internacional Templário, independente de qualquer grupo de características neotemplarios tomando um rumo definitivo de acercamento a Santa Mãe Igreja, aceitando tão só entre sus membros a católicos praticantes, rompendo definitivamente relações com qualquer outro grupo não católico e associações, que foram separados da Irmandade.

           Assim mesmo nosso irmão Fr.++++ José Miguel de Nicolau i González recebe por parte de Dom José Álvarez Allende prelado de Honra e Conselheiro de sua Santidade, o Papa, o grau de Grão Mestre da Ordem do Templo.

No dia 18 de maio de 2017 na Catedral de Valência, Espanha, e da Capela do Santo Cáliz, a Ordem Smoth Mit Pobres Cavaleiros Templários de Cristo foi agraciada com a honraria de Guardiões do Santo Graal.

 

Ordem Smoth Mit Pobres Cavaleiros Templários de Cristo ao ser agraciada com esta honraria, adquirindo assim a incumbência de zelar e guardar uma das maiores relíquias da igreja Católica o Santo Graal,

 

A Ordem Smoth Mit assim como seus Cavaleiros em todo o Mundo, ganharam a denominação de Guardiões do Santo Graal, esta honraria foi recebida por nosso representante maior o Grão Prior ++++ Jose Miguel Nicolau Gonzalezes.

 

Priores no mundo (ordem alfabética)

  • GP ARGENTINA – Fr.+++ Hugo Bassino.
  • GP BOLIVIA – Fr.+++ Arnau de Quilez.
  • GP BRASIL – Fr.+++ David Caparelli.
  • GP CHILE –  Fr.+++ Claudio O. Chinchon.
  • GP COLOMBIA – Fr.+++ Oscar Martinez Ruiz.
  • GP EEUU – Sor.+++Janet Wintermute.
  • GP ESPANHA – Fr+++ Nivardo de Clairvaux.
  • GP ITALIA – Fr.+++ Giorgio Cantamutto.
  • GP MEXICO – Fr.+++ Trinidad Carillo Tellez.
  • GP PARAGUAY – Fr.+++ Alejandro Roman.
  • GP PERU – Fr.+++ Ramiro A. Gomez.
  • GP URUGUAY – Fr.+++ Jose Luis Mateu.
  • GP VENEZUELA – Fr.+++ Luigi Elio Bruno.
  • E. CUBA (Em formação) – Fr.++ Armando R. Rusindo.
  • E. R. Dominicana (em formação)  – Sor.++Maria Rosa.

REFLEXÕES E MEDITAÇÕES TEMPLÁRIAS

Vos sois Senhor, Vos, Deus meu, iluminais minhas trevas e por vos serei liberado da tentação, pois estando sustentado por meu Deus escalarei a muralha, e derrotarei a meu inimigo, a pobreza os desprezos e demais misérias do mundo,
Deus é meu refugio, minha força e acode em meu socorro em todas as aflições, por muitas que sejam as que me angustiem. O respeito humano e os inimigos que se opõe a meus bons propósitos o Senhor está comigo, nada temerei, pois Ele mantém minha força, meu pulso em minha espada, afasta meus medos e reconforta meu espírito, porque sou um Templário, um soldado de Deus, temei filhos do mal minha ira, pois a mesma é ira de Deus, já que sou templo do
Mesmo. SMOTH. MIT. POCAC.
¡¡DEU O QUER!! ¡¡VIVE DEUS, SANTO AMOR!!

Fr.+ J. M. Nicolau

 

PRIMEIRA PARTE

R E F L E X Õ E S

REFLEXÃO
OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Apreciados Irmãos em Cristo, considerai vossa alma como sacrário de Deus e de seu Espírito, e pedi respeita-la sempre e não profanar pele pecado o templo que Deus formou para si.
Considerai como o Espírito Santo, com as virtudes Teologais, fé, esperança e caridade, infunde aos justos site dons que chamamos dom da sabedoria, entendimento, ciência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus; cujos ofícios e fins são muito diferentes.
Por que o oficio das virtudes é inclinar o homem no exercício das obras virtuosas por sua própria eleição e livre arbítrio.
ajudado da graça divina, e assim, pode obrar com elas sempre, crendo, esperando e amando, obedecendo e humilhando-se como quiser, porque o divino favor nunca lhe faltará. Porém o oficio dos dons é inclinar o justo a que se renda e sujeite-se ao impulso e movimento que lhe vem de fora, isto é, do Espírito Santo, quando com o vento da inspiração o move para fazer o bem. Por onde se vê os grandes desejos que tem o Espírito Santo de que obedeçamos à suas inspirações, pois para isto nos da tais dons.
Do dito se entende que, como que, diz São Tomás, estes dons são necessários aos justos para alcançar a vida eterna, assim por que andam sempre travados com  a graça e caridade, da qual não se podem apartar, como porque o instinto e inspiração do Espírito Santo é muito necessário para conservar as duas partes da justiça e santidade, que são apartar-se do mal e seguir o bem, especialmente em muitas coisas árduas e dificultosas  que sucedem nesta vida; e como o Espírito Santo deseja tanto nossa salvação e perfeição, acode logo a favorecer-nos.
Havendo-nos prevenido com estes dons para que lhe obedeçamos.
Apreciados Irmãos, os dons nos armam contra as tentações, considerai pois, que estes sete dons são armas ofensivas e defensivas que nos da o Espírito Santo contra as principais raízes das tentações que combatem a vida espiritual.

Porque uma tentação procede do tedio que temos das coisas de Deus, porque a carne não gosta das coisas do espírito, nem tem estima das eternas, e as deixa e busca os deleites sensuais. Contra estas tentações nos arma o Espírito Santo com o dom da sabedoria, inspirando-nos razões que nos aficionam aos bens celestiais, dando-nos doçura deles e asco dos terrenos.
Outras tentações procedem da obscuridade que temos das coisas da fé, de onde nascem duvidas, perplexidades, desconfianças suavidades, assim no acreditar e esperar, como no obrar. Contra as quais nos favorece o Espírito Santo com o dom do entendimento, atirando em nosso espírito ilustrações e raios de luz que desfaçam estas trevas e nos deem paz e prazer no acreditar.
Outras tentações nos vencem por ser indiscretos e precipitados em nossas coisas, ou pela certeza de nossa prudência, que não acha traço para sair bem delas, ou porque nos pegam de repente e despercebidos, sem dar-nos tempo para pensar o que temos de fazer. Em tais casos acontece acudir o Espírito Santo com o dom do conselho, inspirando-nos com especialíssima providencia o meio que temos de tomar para vence-las.
Contra as tentações que nos podem derrubar por ignorância ou por engano, nos socorre o Espírito Santo com o dom da ciência, ilustrando-nos com suas inspirações para conhecer as astucias de Satanás  os enganos da carne, e atraindo-nos a memoria as verdades que são mais a propósito para vence-los, friccionando-nos a elas com grande doçura.
A outras tentações mais terríveis nos rendemos por fraqueza de animo, quando nos põe em tal aperto que, se não cometemos o que é pecado mortal, temos de perder a fazenda, honra ou a vida, ou padecer outro grave dano.
Então acode o Espírito Santo com o dom da fortaleza, fortalecendo com seus impulsos nosso coração e animando-o a padecer qualquer dano temporal por fugir o eterno, de modo que favoreceu aos gloriosos mártires em seus perigos.
Da dureza de nosso coração procede não ter compaixão de nossos próximos, nem aplicar-nos a fazer-lhes bem, nem querer sofrer o mal que nos fazem, antes brotam tentações e iras, impaciências, injurias, injustiças, vinganças e crueldades.
Contra as quais nos ajuda o Espírito Santo com o dom da piedade, abalando nossos corações com o toque de sua terna inspiração e movendo-nos a usar de misericórdia nas ocasiões que nos movem a vingança.
Finalmente, contra as tentações que nascem da soberba, presunção, ambição, vaidade, nos arma com o dom de temor, atirando com sua ilustração alguns sentimentos de verdades que reprimem nosso orgulho e nos façam tremer de seus espantosos e secretos juízos.
Em todos estes casos ponderarei a grandeza de minha necessidade e a eficácia destas ajudas, e comparando uma com outra, glorificarei ao Espírito Santo, que com tão amorosa providencia provem de tais remédios ao que tão necessitado estava deles. E quando for molestado com algumas destas tentações, acudirei a Ele logo, pedindo-lhe que me ajude, pois para este motivo nos ofereceu estes dons.
O Espírito Santo, com estes sete dons, nos ajuda a ganhar as virtudes com excelentíssima perfeição, assim nas obras da vida contemplativa como da ativa. Com os tres dons de entendimento, sabedoria e ciência, nos ajuda nas obras da
vida contemplativa, lição, meditação, oração e contemplação, movendo-nos com suas inspirações a exercita-las com grande fervor e perfeição.
Com o dom do entendimento nos aperfeiçoa no conhecimento dos mistérios de nossa fe, ajudando-nos com suas ilustrações para penetrar o mais íntimo e secreto que há neles com tanta certeza como se o víssemos.
Com o dom da sabedoria nos aperfeiçoa no conhecimento de Deus, de suas excelências e atributos, e de todas as coisas que tocam a sua divindade, imprimindo grande estima das coisas divinas, com grande sabor e doçura em conhece-las.
Com o dom da ciência nos aperfeiçoa no conhecimento das coisas criadas, imprimindo-nos com suas inspirações o juizo verdadeiro que devemos fazer delas, assim pelo que tem de Deus como pelo que tem de sua colheita.
Considerai como o Espírito Santo, com os dons de piedade, fortaleza e temor, nos aperfeiçoa nas obras da vida ativa, para com nossos próximos e para com nos mesmos e para com Deus. Com o dom da piedade nos aperfeiçoa nas obras que temos que fazer com nossos próximos, imprimindo-nos espírito de filhos para com os superiores, e espírito de mãe para com os inferiores e espírito terno e compassivo para com os iguais, acudindo com entranhas de caridade a remediar as necessidades de todos, assim corporais,  como espirituais, e mais a estas por ser maiores.
Com o dom da fortaleza nos aperfeiçoa em ordem a nos mesmos, fortalecendo a fraqueza de nossa carne, reprimindo seus temores e movendo-nos a empreender coisas gloriosas do divino serviço, posposto todo temor humano. Com o dom do temor nos aperfeiçoa em ordem a Deus, imprimindo em nosso coração espírito de reverencia e humildade, tendo-nos por nada em sua presença e atribuindo-lhe a gloria do que com estes dons façamos, pois, todo o seu.
Ultimamente considerarei como o dom do conselho está como o sol no meio destes sete planetas do ceu, dando-nos luz do que devemos fazer nas obras de ambas vidas, ativa e contemplativa, para que acertemos a escolher as mais convenientes, e o modo, lugar e tempo de exercita-las.
Orai Irmãos ao Espírito Santíssimo: Graças te dou Espírito Santo pelas armas que me deste contra meus cruéis inimigos e pelo cuidado com que me moves para livrar-me deles. Sendo Tú minha luz e minha salvação, a quem temerei? Coloca-me junto a Ti, e lute quem quiser contra mim. Provenha-me Senhor, em meus perigos tuas santas inspirações, para que não me neguem minhas misérias.

HINO AO ESPIRITO SANTO
Veni, Creátor Spíritus,
Mentes tuórum visita,

Imple superan grátia,
Quae tu crásti, pectora.
Qui díceris paráclitus,
Altísimi donum Dei,
Fons vivus, ignis, charitas,
Et spiritális únctio.
Tu septifórmes múnere,
Dígitus patérnae déxterae,
Tú rite promissum Patris
Sermóne ditans gúttura.
Accende lumen córdibus,
Infúnde amórem córdibus,
Infirma nostri córporis
Virtúte firmans pérpeti.
Hostem repéllas lóngius,
Pacémque dones prótinus;
Ductóre sic te praévio,
Vitémus omne nóxium.
Per te sciámus da Patrem,
Noscámus atque Filium,
Téque utrisque Spíritum
Credámus omni témpore.
Deo Patri sit glória,
Et Filio qui a mórtuis
Surréxit, ac Paráclito,
In saeculórum saécula.
AMEN
Non Nobis
Fr.+ J.M.Nicolau

REFLEXÕES 1

“Tomai, pois e comei, este é meu corpo; tomai e bebei, este é meu sangue; e faze-lo em mina memoria”
Apreciados Irmãos, considerai porque o Senhor quis ficar entre nos em espécie de pão e vinho para ser memorial de sua Paixão, pois sem duvida tem com ela alguma semelhança.
A primeira foi significar que, assim como neste sacramento se junta Cristo com o pão feito de grãos de trigo despedaçados e moídos e com vinho feito de grãos de uva pisados e estradados, assim em sua paixão foi seu corpo sacratíssimo atormentado e moído com açoites, espinhas e cravos e também foi pisado com graves ignominias, e
estradado até tirar-lhe todo o sangue e deixa-lo exprimido como uva no lagar.
E assim com a presença destas espécies de pão e vinho; quer que nos acordemos das dores e afrontas que representam, e quecomo comemos o pão e bebemos o vinho, assim comamos e bebamos
e incorporemos com nos as penas de sua paixão e morte. E emespecial temos de quebrantar e moer nosso coração com a constrição de nossos pecados, e castigar nossa carne com penitencias, e gostar de ser apreciados por imita-lo.
Porém mais adiante passa a caridade deste Senhor, porque no Batismo, o batizado representa, como diz São Paulo, a morte e sepultura de Cristo, quando é sumido sob as aguas, como Ele foi sumido sob as ondas de seus trabalhos e aflições e colocado no sepulcro de uma grande pedra. Porém neste Sacramento o mesmo Cristo representa sua morte e sepultura quando é comido e posto dentro do peito em memoria de que foi desmiuçado por seus perseguidores e tragado da morte e posto numa sepultura.
E  a tudo isto assiste o mesmo Senhor para que se faça com reverencia e espírito, comunicando os frutos de sua Paixão e morte a que dignamente a recebe.
Por isso Irmãos ouvi o comungar em vosso coração a voz dulcíssima de Jesus que vos diz, como a seus discípulos na última ceia: “Toma e come, este é meu corpo” e peça-lhe saber corresponder com amor e dar-te por amor ao que só por amor se da a ti de maneira tão admirável e divina, repete em tua mente palavras cheias de amor e rogos de graças tal como:
Oh! Cristo dulcíssimo santificai este sepulcro em que agora entrais para que enquanto estes nele seja digna vossa morada! E como em vosso sepulcro jamais foi nenhum outro sepultado, assim neste não entre daqui em adiante coisa que os desagrade, nem criatura que o profane, conservando-o sempre novo e puro para vossa gloria por todos os sáculos.
Irmãos, dessa forma diz São João Crisóstomo, dando-se Jesus Cristo na Santíssima Eucaristia nos da tudo o que tem de mais formoso e más rico, sem reservar-se nada, esta é a caridade infinita de Jesus para com nossas almas. Por isso se sentes languidez e debilidade na prática das virtudes e na luta com teus inimigos, atribua-te a ti mesmo toda a culpa e diga: “Árido, frio e gelado se formou meu coração por haver descuidado fortalecer-me com a Sagrada Eucaristia, que acende, inflama, abrasa e vivifica.
Irmão, Ai de ti se te afastas deste sacramento! Tuas paixões, que com tanta força te combatem, sentindo-se livres deste freio, te avassalarão e te arrastarão ao precipício, reflexione com este escrito e busca e deseja sentir-te cheio de amor de Nosso Senhor sempre.

REFLEXÕES 2

Apreciado Irmão examina tuas palavras e atos de humildade;
São tão voluntários, amorosos e sinceros como os de Jesus?
Te é tão indiferente que te olhem com amor ou desprezo como o é ao coração de Jesus no Santíssimo Sacramento? Deixas tua honra ao arbítrio alheio como Ele?
A delicadeza com que te ressentes pelo mais leve desprezo, o ciúme quisquilhoso com que olhas todo o tocante a tua reputação, estão dizendo que tua humildade não é sincera.
O sofrer com paciência humilhações e opróbios é e acordo a São Francisco de Sales, a pedra de toque da humildade e da verdadeira virtude; por que nisto se acha a maior semelhança com Jesus, que é o verdadeiro modelo de toda virtude verdadeira.
E Santa Joana Francisca, “mestranda” em tal escola, escreve que o verdadeiro humilde, quando é humilhado, se humilha mais, e quando é menosprezado goza no menosprezo; destinado a ofícios baixos e humildes, se tem por mais honrado do que merece e os desempenha com gosto; só foge e aborrece os empregos sublimes e honoríficos. Jesus descobre em teu coração teu amor próprio, teu orgulho e tua soberba, inimigos seus e teus, Jesus por dar-te com seu exemplo uma lição tão importante, renunciou a vantagem de cativar mais facilmente nossos corações. Reflexiona agora que talvez te engane tua secreta vaidade desta maneira: não é lícito calar, não é lícito ceder, porque nisto se interessa a honra, a inocência ou a justiça.
Não sabes Irmão que a maior honra da inocência é padecer sem culpa?
Não sabes Irmão que a maior honra da justiça é o ser injustamente oprimida? Diz São Felipe Neri que quem deseja verdadeiramente fazer-se santo, exceto em alguns poucos casos, jamais deve vingar-se, ainda que seja falso o que se lhe imputa. Assim o fez Jesus Cristo. Lhe atiravam na cara o mal que não havia feito, e Ele não dizia uma só palavra para livrar-se daquela confusão.
Santa Teresa nos deixou escrito que as vezes o não desculpar-se aproveita a alma mais que dez sermões, porque assim se principia a conseguir a liberdade do espirito, e a não fazer caso do que dizem de um seja em pro, seja em contra; acostumando-se a não responder, se chega a tal grau de indiferença, que se ouve falar de si mesmo como se falassem de um estranho.

Apreciado Irmão considera quanto importa o exemplo de humildade que Jesus nos da no Santíssimo Sacramento para agradar a seu divino Coração, enriquecer-nos de virtudes e conseguir a eterna salvação.
Quanto mais nos abatemos diante dos homens, tanto mais se eleva aos olhos de Deus.
O Senhor olha desde o alto de seu trono aos mortais que vivemos neste vale de lágrimas: olha o humilde, e o amor que tem a humildade lhe faz baixar a unir-se com Ele; olha o soberbo e a soberba lhe faz fugir d’Ele.
“A humildade, diz Santo Agostinho é o cimento de todas as virtudes, e na alma que não reina não se acha nenhuma outra verdadeira virtude, se não é em aparência;; é tão necessária para chegar a perfeição, que entre todos os caminhos que a esta conduzem, o primeiro é a humildade, o segundo ´a humildade, o terceiro é a humildade, se cem vezes me pregunta-se sobre isto, cem vezes responderia do mesmo modo”.
São Tomas de Vilanova explica a maneira como a humildade produz em nos as demais virtudes dizendo: “A humildade é a mãe de muitas virtudes, porque dela nascem a obediência, a modéstia, a paciência, a mansidão e a paz, pois o humilde obedece facilmente a todos, a todos teme ofender, conserva a paz com todos, se mostra afável e com todos, está sujeito a todos a ninguém desgosta, a ninguém ofende, não sente as injurias que se lhe fazem e vive alegre e em suma paz” Pelo qual dizia São José de Calazans:
“se quiseres ser santo, seja humilde, se quiseres ser santíssimo, seja humildíssimo”.
Irmão, repara por último que a humildade não só é necessária para alcançar a perfeição, se não também para salvaguardar-se. No céu ha santos que não deram esmolas, e sua pobreza o justifica; santos que não mortificaram seu corpo com silícios ou jejuns e a debilidade de sua complexão os escusa; Santos que não foram virgens, porque o Senhor não lhes deu vocação para sê-lo; porem não ha na Gloria um so Santo que não haja sido humilde.
Deus arremessou do céu aos anjos por que se ensoberbeceram; E nos pretendemos entrar nele sem humildade? “Sem humildade, diz São Pedro Damião, não houvera entrado no céu nem ainda a Virgem Maria com sua incomparável virgindade…” A porta do céu, diz Jesus Cristo, é tão estreita, que não entram por ela mais que os que se fazem pequeninos.
Reflexionai Irmãos e sede humildes de coração, sede imitadores do Senhor, pois como seus filhos os veis, pois como tal comportem-se.
Non Nobis
Fr.+ J.M.Nicolau

REFLEXÕS 3

Apreciados Irmãos, São Inácio de Loyola dizia: “Se Deus te faz padecer muito, é sinal de que tem grandes desígnios sobre ti. E de que seguramente quer salvar-te. E se desejas fazer-te grande santo, peça-lhe que te faça muito padecer; porque não há lenha mais a propósito para produzir em nos o fogo do divino Amor, que a lenha da Santa Cruz”.
Irmão, recordai que São Paulo também nos diz que para Salvar-se é mister que nossa vida se acha conforme com a de Jesus Cristo. E qual foi a vida de Jesus sobre a terra? A gruta de Belém o viu humilde menino; Egito o acolheu desterrado e errante; a casa de Nazaret o viu crescer pobre e desconhecido; Judeia, Galileia e Samaria o contemplaram banhado de suor e desfalecido de fadiga; Desmaiou em Getsemaní afogado num mar de tristezas; nele Pretório dessangrou-se com desumana flagelação; bo Calvário Agonizou e morreu crucificado. Irmão, pensa, medita e diga-me, como pois será possível agradar a Deus e salvar-se indo nos por um caminho de flores e nosso divino modelo por uma senda de espinhos?
Apreciado Irmão considera que ante este exemplo admirável de solidão, retiro, austeridade, humildade, amor e sacrifício, somente resta ser imitadores do mesmo para ser realmente filhos de Deus, observa em que consiste a vida retirada que tanto te mostra o Senhor e que tanto deseja que o imites. O fundamento desta vida escondida é o espírito interior que deve ser a alma de todas suas ações:
espírito que não obra ao acaso nem por fins terrenos, se não que em tudo olha sempre a Deus (Non Nobis… lembras?); espírito que não se afana por haver muito, se não por desempenhar bem suas obrigações… Espírito ao qual jamais parece de pouca importância o que a Deus agrada; Espírito que nasce do amor de Deus e so busca
por guia e premio de suas obras o Amor de Deus.
Outra das coisas que constituem esta vida escondida é o pedido continuo por esconder-nos do mundo e ocultar nossas ações.
A alma que vive em Deus, ama ternamente a solidão, o silencio e o recolhimento e para suas ações não quer mais testemunha que a seu amado Senhor. Teme ver e ser vista do mundo, para que o olhar dos homens não exerça secretamente influencia alguma em suas ações. Não busca nem deseja para suas virtudes e padecimentos mais
olhos que os de Deus, e renuncia a toda vã consolação do mundo, ao qual oculta todas suas alegrias e penas interiores. Na pratica das virtudes foge de toda ostentação. Quisera que ninguém se lembra-se dela; jamais se mistura em assunto alheio; sempre elege o posto mais humilde e menos cobiçado de outros.
Compara Irmão, compara a pintura desta vida escondida de Jesus antes e agora escondido no Santíssimo Sacramento e a acharás sempre idêntica… Compare-a agora com a tua…advertes o que falta.?, se vês que te falta tudo ou quase tudo, guarda-te da desconfiança e do peso da consciência e pede com grande fervor ao Sagrado e escondido Coração de Jesus que mova o teu ao exemplo que Ele te da, dando-te um vivíssimo desejo e eficaz resolução de imitá-lo, adiante Irmão, Ele te está esperando, Ele confia em ti, deu sua vida por salvar-te e a teus filhos, amigos e demais familiares, não se merece que o sigas? Adiante pois.
Dizia São Bernardo: “Nunca estou menos só que quando me acho só, porque então estou acompanhado de meu Senhor, que me regozija mais que a conversação de todas as criaturas”.
Non Nobis
Fr.+ J.M.Nicolau

 

 

 

REFLEXÕES 4

Apreciados Irmãos em Cristo, Não os haveis parado para pensar na grandeza e importância desta forma de expressão, considerai que se parece impossível, que um homem, por amor a um escravo, queira fazer-se escravo como ele,  quanto mais incompreensível é que Deus, por amor ao homem, tenha aceitado em fazer-se homem? Entre o homem e o escravo a distancia é finita; mas entre Deus e o homem é infinita.
Por que se pensas o que é o homem em seu corpo, verás que só é um pouco de pó animado e enquanto a alma, que é seu único título de honra, quem duvida que de todas as criaturas espirituais é a menos perfeita? E se da consideração do homem te elevas a contemplação de Deus, Quem poderá imaginar que aquela imensa majestade quisera um dia colocar sobre seu trono a uma coisa tão vil e abjeta como é a natureza humana?
Penetra ainda mais com os olhos da fé nessa imensidade divina, e olha ao Pai gozando rios infinitos de felicidade com o Filho e com o Espírito Santo. Olha depois a este Filho comprazendo-se em revestir-se de uma natureza humana como a tua, cheia de debilidades e de misérias, e realizando o singular portento de tomar todas as penalidades e dores inerentes a esta humanidade.
Que entendimento é capaz de compreende-lo?
Irmão, isto é, no entanto o que fez o  Verbo Divino, ao tomar carne no seio virginal de Maria por obra do Espírito
Santo, para fazer-se homem como nos, com um alma semelhante a nossa e um corpo semelhante ao nosso, unidos a sua pessoa divina, para que se possa dizer com toda verdade que Deus é Nosso Irmão.
Extremo de Amor incompreensível, os anjos não podem chamar a Deus irmão, porque segundo São Paulo, jamais
tomou aos anjos, mais tomou a linhagem de Adão; e tú pensaste, que com toda tua miséria, podes chamar a Jesus Cristo teu irmão e esperar compartir com Ele a herança paterna.
Pensaste Irmão Templário que o Senhor, nos faz participar de suas prerrogativas, pois hás de considerar que pertencer a família de um monarca implica participar de sua dignidade, riqueza, estado, honras e privilégios, e, portanto, ser irmão de Jesus quer dizer participar de todas suas prerrogativas.
Jesus tem um Pai no céu infinitamente bom, e tú, como irmão de Jesus Cristo, tens o mesmo Pai; e assim quer Jesus
que o chames, Jesus como Verbo encarnado, tem uma Mãe que é a Virgem Santíssima, e tú, como irmão de Jesus tens a mesma Mãe. Nesta divina família são muitos os membros, por que Jesus é o primogénito entre muitos irmãos, e todos por isso devemos de tratar-nos com terna familiaridade para formar o que se denomina COMUNHÃO DOS SANTOS.
Nesta família os bens são inesgotáveis, porque o Pai dela é a fonte infinita de todos eles, e a dispensadora desses bens é a mesma Mãe. E esses bens estão ademais indivisíveis e postos por Jesus a disposição de seus irmãos menores.
Ao contrário do que ocorre em muitas famílias, reina nesta, como divina, a concórdia, a confiança e o amor que todo o une.
Pensaste alguma vez Irmão que supõe esta união de corações e esta familiaridade de trato con Jesus? Se no meio de tuas miserias, de tuas angustias e dores tivsses um irmão que te amasse com todo seu coração, não acudirías a ele como o mais seguro refugio contra todos os males? Pois já o ves: Jesus é teu verdadeiro Irmão, te ama mis que a sí mesmo, pois por teu amor deu a vida; é onipotente e soberanamente rico e divinamente bom, e com sua virtude se extende a todos os bens, e pode colocar remedio a todos as dores e a todas as aflições e calamidades da vida presente e futura. Acaso não te basta com isto para inundar teu animo de júbilo? Quando acabarás de compreender quem é Jesus?
Quando acabarás de estimar os tesouros infinitos de amor que tens n Ele? Quando entenderás o que significa ser Irmão em Cristo? Quando assimilarás a grandeza que tem o ser Soldado de sua Branca Milicia?
Non Nobis
Fr.+J.M.Nicolau

REFLEXÕES 5

Imitar a Cristo é cumprir com seu mandamento quando Ele nos disse:
“Aprendei de mím”
Apreciado Irmão em Cristo, considera as vezes que repeti que devemos ser imitadores de Cristo, porque deveis de
saber que o homem tem a absoluta e estreitíssima obrigação de imitar a Jesus Cristo, e que esta é condição indispensável para salvar-se. Sua divina Majestade, vendo o homem miseravelmente possuído de vícios, quis regenera-lo, apresentando-lhe num perfeitíssimo modelo tudo aquilo que deveria praticar. E este modelo de todas as virtudes foi seu Verbo encarnado que veio ao mundo para o aperfeiçoamento da linhagem humana; e por isso pôs
o Pai Eterno no Coração de seu Filho a fonte e o exemplar de toda virtude.
Irmãos Templários Nosso amado Santo Patrão São Bernardo, nos dizia: “Quando nomeou a Jesus Cristo, me represento a um homem manso e humilde de coração, benigno, sóbrio, casto, misericordioso, enriquecido com infinita pureza e santidade; e ao mesmo tempo um Deus onipotente que com seu exemplo me cura e com sua graça me conforta”.
Todo o céu que animou aos Santos Apóstolos não é outra coisa que uma chispa do que arde no coração de Jesus; todo o sofrimento dos mártires, uma lembrança da paciência de Cristo; todo o candor das virgens, uma fragrância da pureza de Cristo; numa palavra: todas as obras dos justos, uma sombra das obras do Coração de Jesus.
Por esta razão sendo tantas e tão infinitas estas virtudes, os santos que quiseram imitar a Jesus Cristo, não podendo copia-las todas, se propos a cada um cultivar uma virtude especial, esperando imitar nela a Jesus Cristo da maneira mais perfeita que lhe fora possível. Assim, Benito Bruno e Gualberto quiseram que seus filhos imitassem as orações de Cristo, jamais interrompida; Francisco de Assís e Clara quiseram segui-lo na pobreza; Domingo de Guzmán quis imita-lo no fervor da pregação, Ignácio de Loyola, no zelo pela salvação das almas; José de Calazans, em seu amor a infância;
João de Deus na caridade dos enfermos; e assim nas demais famílias religiosas, cada uma das quais encontrou no estudo solícito de alguma das virtudes de Jesus Cristo a heroica santidade. Olha Irmão, pois, quão obrigado estás, não so por dever como Templário, se não por generosidade e devoção a imitar a tão acabado modelo; examina como o fazes e quanto distas ainda d’Ele.
Irmão, para conhece-la irresistível eficácia dos exemplos de Cristo deves de considerar que Jesus é a suavidade e a doçura por essência, e que todo o d’Éle emana fortalece plenamente as almas. Olha a sua pessoa, escuta sua palavra, repassa em tua mente suas obras e pensa em sua divina virtude. A vista espiritual de Jesus, humilha e eleva, rebaixa e exalta, mortifica e vivifica a alma de um modo inefável. Sua palavra, dizia Pedro que a havia ouvido, é palavra de vida eterna. Meditar uma máxima de Jesus Cristo, uma sentença saída de seus lábios e não sentir mudado o coração, é impossível. Minha alma se liquida, dizia a esposa dos cantares, apenas fala meu amado.
Pensa como se formaram os santos da Igreja, todos eles tiveram diante de seus olhos este divino exemplo, e contemplando-lhe sentiram afluir a suas almas aquela sobre humana virtude que adoçou toda a amargura de seus combates. Não te imagines que os penitentes da Tebaida não sentiam o rigor de suas penitencias;
certamente o sentiam porem o exemplo de Cristo no deserto os fortalecia e consolava.
Quando André anelava a Cruz, quando Inácio suspirava pelos leões, quando Lourenço invejava a Sixto a palma do martírio, quando todos os mártires corriam ao sacrifício, não eram seres desnaturalizados que tivessem ódio a sua carne, se não que tinham os olhos postos no divino exemplo, e vendo-lhe crucificado, se sentiam com valor para pagar-lhe com seu sangue aquele sangue que antes havia dado por eles.
Olha com que grandeza de amor abraça Francisco de Assis a pobreza; olha como Inês aspira a fragrância da pureza de Cristo;
como Catarina, enche de amor, toma a coroa de espinhos e a coloca em sua cabeça, e como Bernardo, nosso amado Bernardo abraça, valoroso, a cruz, para que tu Soldado de Cristo, Cavaleiro do Templo penses que nenhum destes, nem os demais inumeráveis Santos consideraram as humilhações, as vigílias, os jejuns, as dores e a morte como são em sí, se não como são no Coração de Cristo e esta irradiação de sua divindade lhes deu força sobre humana para resistir os trabalhos e dores, uma alegría secreta para desejar-lhes uma confiança intima para alentar-se a padecer-lhes.
Inspira-te Irmão neste mesmo exemplo e como eles imitando a Cristo se transformam em copias perfeitíssimas do divino original, assim Tú pelo amor e a imitação poderás chegar a parecer-te a Cristo.
Considera que para todo homem não deve haver no mundo mais que uma questão; saber se somos ou não predestinados.
Pergunta pavorosa, duvidas que acolhem aos Santos; porem o certo Irmãos, neste assunto, é a resposta que a essa pergunta da a fe católica por boca de São Paulo: São predestinados todos aqueles que levam a imagem do Filho de Deus (Rom. 8. 19).
Os que odeiam o que Cristo odiou, os que amam o que Cristo amou, os que sigam o que Cristo seguiu, esses são os predestinados.
Trata, pois, de seguir os exemplos de Jesus Cristo com a maior perfeição que te seja possível, sem perder nunca de vista que a imitação de Cristo é um preceito, e não um mero conselho. Imita, pois, a Jesus no desprendimento dos bens terrenos, no amor a cruz, na abnegação e mortificação.
Tenha humildade no meio das grandezas, compaixão dos indigentes na tua abundancia, castidade em meio dos incentivos da culpa, desprendimentos do mundo no meio de seus belicosos atrativos.
Foge com horror da sensualidade mundana. Foge das leituras corruptoras; de espetáculos e de pinturas que so servem para excitar as paixões. E foge, sobre tudo, desse refinamento da sensualidade mundana que não sabe praticar nenhuma obra de caridade como não seja bailando, ou representando comedias, ou dando outros espetáculos públicos de igual natureza, com escândalo da piedade sólida e da caridade cristã.

Não imites aquelas pessoas que comungam pela manhã e correm pela noite a presenciar espetáculos onde se crucifixa de novo ao redentor do mundo; e pensa com temor que se hoje podem enganar a alguém essas falsas aparências de piedade, não se ocultarão aos olhos de Deus no tremendo día do juízo.
Tenha em conta que, conforme diz o Apóstolo, Cristo deve ser formado em nos e que so sucederá isto quando e, nos resplandeça a humildade do Coração de Jesus, a paciência de Jesus, a mortificação de Jesus e numa palavra todas as virtudes do divino coração de Cristo.
Irmãos devemos desejar vivissimamente parecer-nos a Cristo, se somos seus soldados e queremos ser um exemplo para os demais fora e dentro de Nossa Irmandade, devemos parecer-nos a Éle em seus desejos, afetos e virtudes, tentar transformar-se n’Éle e viver por Éle e para Éle. Devemos desejar que a imagem de Cristo se grave em nosso coração para que o Eterno Pai veja em nos sua divina imagem para que não veja nada em nos que o ofenda e
desagrade.
“Te tens por ovelha, e quem sabe se Deus não te conhecerá por réprobo”
Non Nobis
Fr.+ J. M. Nicolau
REFLEXÃO 6

A DEVOÇÃO AO CORAÇÃO DE JESUS RESERVADA A
NOSSOS TEMPOS

Apreciados Irmãos como Soldados de Cristo devemos de saber,
que Nosso Senhor reservou um culto para os tempos de maior
calma  friagem que servisse ao mesmo tempo para reparação das
ofensas que recebe e que reanimasse aquele fogo divino que havia
vindo a acender a terra.
E em que tempo foi mais ultrajada a divina Majestade que nos presentes?
A impiedade que antes era uma exceção, é hoje regra geral. Geral é a dissolução que contamina a juventude e a libertinagem que se advém, não so nas classes mais humildes do povo, se não nas mais elevadas; geral é  a licença nas palavras, a lubricidade nos espetáculos, a blasfêmia de palavra e por escrito, a profanação dos días festivos, o ensinamento sem Deus e ainda contra Deus e mil outros pecados cada qual mais horrendo.
Jesus Cristo tirou de sua divinas costas a Igreja, a revestiu com sua autoridade, lhe conferiu seus dons e a preparou para sí com seu mesmo sangue. Hoje se a escarnece e seu augusto Vicário é objeto de blasfêmia e de grosseiros insultos. Sua autoridade é desconhecida e menosprezada, não so pelas turbas comuns, se não pelos chefes ou
governantes dos Estados. que mais? Desde os tempos de Arrio até o século XIX. Quem se atreveu a manchar a sacratíssima pessoa do divino Redentor Jesus Cristo? Porém, hoje, com escándalo e indignação dos bons, se põe em tela de juízo ou se nega a divinidade de Jesus Cristo, único e divino Salvador dos homens.
Tudo isto explica de uma maneira satisfatória porque Jesus Cristo quis que os fieis dos tempos presentes honrem e glorifiquem a seu divino Coração. Como devoção reparadora de tanta ingratidão e sacrilégio. Fazei-o Vos assim Irmão e pensai que esta devoção tende a dar a conhecer melhor a grandeza de Jesus Cristo e de seu amor aos homens. A fidelidade te convida a isso, a generosidade te pede e a caridade te ordena.
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Irmão considera também que quando Deus quer introduzir na Igreja um novo exercício de piedade, sempre soube acredita-lo com favores especiais, outorgados aos que com fervor o praticaram. Isso mesmo sucedeu com o
culto do Sagrado Coração de Jesus. E queres saber quais são esses favores?
Ao sacerdote lhe promete a graça de mover a penitencia os corações mais endurecidos; aos pais e mães de família, as graças necessárias não so para educar bem a seus filhos, se não para prover-lhes ainda dos recursos materiais. Aos que se achem expostos aos perigos do mundo, a segurança de que não serão vítimas das seduções próprias da época presente, e a todos em geal a bendição divina em todas suas empresas, a constância na fe, a assistência na tribulação, uma morte santa na chaga de seu Coração e logo a Vida Eterna, por isso Irmãos devemos de propagar por quantos meios pudermos a devoção ao Coração Divino.
Non Nobis
Fr.+ J.M.Nicolau

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REFLEXÃO 7
AVE MARÍA

Ave María grátia plena: Dóminus tecum:
benedicta tu in muliéribus, et benedictus
fructus ventris túi Iesus.
Cancta María, Mater Dei, ora pronobis
Peccatóribus, nunc et in hora mortis nostrae.
AMEM

Apreciados Irmãos em Cristo, nestes tempos onde se critica ou se fala mal de Nossa Santíssima Virgem Maria, nossa Mãe, nos os Soldados da Branca Milícia de Cristo devemos de recordar que Nossa Santa Mãe trocou o nome de Eva, pois Eva foi principio de culpa e Maria é principio de Graça. Por Eva entrou no mundo a morte e por Maria entrou a vida. Eva não sujeitou a serpente e Maria e quebrantou a cabeça.
Por isso recordemos e entendamos a saudação do anjo quando lhe disse Ave Maria que quer dizer, Deus te salve, a paz seja contigo.
Gratia Plena. Pensai como a Virgem estava cheia de graça com todos os modos que ha de plenitude. Estava cheia da graça que justificava: cheia de caridade, fé e esperança, de humildade, obediência e paciência, com as demais virtudes. Cheia, ademais de sabedoria, de ciência, de piedade e temor do Senhor, com os  demais dons do Espírito Santo. Sua memoria estava  cheia de santos pensamentos, seu entendimento, de grandes ilustrações de Deus;
sua vontade, de ferventes atos e afetos de amor e zelo, com entranháveis desejos da Gloria de Deus, da vinda do Messías e da redenção do mundo. E estava cheia de graça em suas obras, porque todas elas eram obras cheias, com a plenitude que podiam ter de pura intenção, fervor e amor.
Dominus Tecum. Com esta palavra Irmão  o anjo lhe deu ainda mais valor ao cumprimento. O Senhor está em ti por excelências, com
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todos os modos que pode estar em suas criaturas, está contigo, não so por essência, presença e potencia, como está con todos os homens, não somente por graça, como está por todos os justos, se não com eminencia de graça, assistindo dentro de Ti com especial graça e amizade e com estreita familiaridade. Está en Ti como em seu ceu, em seu templo, em seu tálamo, em sua casa de recreação e de aquí a poco estará en teu ventre como Filho teu e assim por excelência e a boca cheia diz o anjo de Ti: Dominus Tecum.
Benedicta tu in mulieribus. Bendita entre as mulheres, porque unirás a virgindade puríssima com a maternidade mais gloriosa e fecunda. Bendita entre as mulheres, por que como uma mulher deu principio a todas as maldições que caíram sobre os homens, assím Tú darás principio a todas as bendições que virão sobre eles, pelo fruto bendito de teu ventre, por quem has de quebrantar a cabeça da serpente. Pelo qual Tu serás bendita entre todas as mulheres e te darão mil bendições os anjos do ceu, e os homens da terra, assim os justos como os pecadores, por que a todos caberá parte de tua copiosa bendição. E eu como Soldado de Cristo, também te bendigo Mãe minha, indigno servo teu, te glorifico, bendigo e glorificam, e me gozo que todos te glorifiquem, bendigam e glorifiquem.
Non Nobis
Fr.+ J.M.Nicolau

 

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